segunda-feira, 21 de março de 2011

Cadê todo mundo?

A vida tem fases. Da infância à fase adulta, passamos por estágios, crescemos e alcançamos a maturidade. Através desse caminho, encontramos diversas pessoas que chegam e depois desaparecem como chegaram: de repente.
Onde estão seus amigos de infância? Aqueles pequenos e inocentes travessos e travessas que brincavam com você, seu primeiro círculo de amizades fora da família. Vários deles devem ter chegado à primeira série com você. Ali, junto com outras crianças vindas de outras escolas, você desenvolveu mais um círculo de amizades, que provavelmente estudou com você até a quarta série. Em quatro anos você aprendeu a reconhecer em quem pocia confiar e quem não merecia tanta confiança assim. Aprendeu que existem gostos diferentes, vontades diversas.
Ao passar para quinta série, alguns amigos daquele círculo anterior podem ter ido embora. Outras escolas, outras cidades e, até mesmo, outros estados. A fase daqueles amigos passou. Quem sabe alguns anos adiante ales serão encontrados novamente. Os anos se passam, e ao chegar a oitava série você descobre que muitos são amigos e outros não tem nada a ver com você. E descobre também que mesmo entre os mais próximos você ainda consegue separar joio de trigo. Há amigos de verdade e amigos por interesse. Acaba-se o ensino fundamental e fecha-se mais um ciclo de amizades. Quem seguir adiante, estudando com você, passará por novas transformações e talvez, ao chegar no final do ensino médio, você terá deixado de lado algumas pessoas e incluindo outras pessoas em seu círculo de amizades. É normal. A fase dos amigos do "colégio" terá passado e outra fase iniciará.
Vestibular e faculdade. Ali, poucos de seus amigos do ensino fundamental e mádio estarão presentes. Eles ficaram para trás. Cadê todo mundo? Cada um seguiu seu caminho. Mas todos eles influenciaram na estruturação de seu caráter e de sua personalidade.
Na faculdade, novos círculos de amizades serão formados. Mais competitivos e extremamente duros se comparados aos amigos que deixamos para trás. Ali, aprenderemos que precisamos confiar desconfiando, ajudar sem envolver-se em demasia e cobrar que se acredita ser direito, pois a sociedade exige esse tratamento. É um filtro que reduzirá o círculo de amizades.
Paralelamente a todas essas fases, temos alguns amigos pessoais que vêm da família e da nossa vizinhança. Pessoas que, na dura época da faculdade, tomam uma grande importância, pois diante da dureza do mundo é sempre bom ter pessoas que gostam de nós de forma desinteressada.
Há também as pessoas com quem trabalhamos, que atualmente não consideramos muito como amigos, mas sim como "colegas". Pessoas que conosco formam um time, um grupo que persegue a meta da empresa. Atensão do convívio é sempre muito maior que o possivel prazer da companhia. Fala-se mais dos defeitos doq eu das qualidades. Mas é um grupo importante.
E, de repente, nos sentimos sozinhos. Com tanta gente ao nosso redor, sentimos que falta algo. É geralmente o apelo pela busca da pessoa que seja a nossa "outra metade". Quando a encontramos, desenvolvemos com ela o meis íntimo círculo de amizades.É alguem em quem podemos confiar e formar uma união de profundo comprometimento. Chegamos ao ponto de amar esse amigo ou essa amiga de tal forma que nos casamos. Assim, mais um círculo é estabelecido em nossa vida.
Em fim, cadê todo mundo? Onde foram parar as pessoas que compartilharam fases de nossa vida? Onde ficam escondidos quando mudamos de etapa? Será que conseguimos indentificar que cada nos dá durante sua permanência conosco?
Por isso é importante valorizar os amigos em cada momento da vida.
Os amigos não desaparecem; apenas tomam, na vida, rumos diferentes dos nossos. Se negligenciamos, portanto, o valor que cada pessoa tem em nossa vida, talvez elas desapareçam para sempre.

                                                                                  Autor desconhecido.

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